segunda-feira, 11 de julho de 2011

Depois de muito tempo...

Nossa mais de um ano que não posto por aqui....não tive tempo mesmo e isso é um bom sinal, pq se não tive tempo é pq com certeza eu estava aproveitando tanto a minha vida que acabei esquecendo do blog. Estou de férias agora, enlouquecendo com a monografia, mas curtindo muito o meu amor e minha família. É tão bom!!!
Hoje resolvi escrever sobre como nós, seres humanos, devemos ser sempre gentis uns com os outros, afinal nunca se sabe o dia de amanhã... Tenho muitos amigos que devido as circunstâncias da vida, acabaram se afastando, mas sempre irei guardá-los dentro do meu coração, pois fizeram parte de momentos muito especiais na minha vida. E a vida é assim mesmo, acaba levando embora pessoas que marcaram nossas vidas, mas tb traz outras que certamente deixaram marcas. As vezes pessoas da nossa própria família acabam nos magoando, as vezes sem intenção, as vezes com...mas o que devemos pensar é que são pessoas que não estão vivendo bons momentos ou que não estão felizes e por isso precisam descontar em alguém. Infelizmente esse alguém as vezes somos nós! O que não podemos deixar acontecer, é nos influenciarmos por essa energia negativa e descontarmos da mesma maneira. Devemos sempre oferecer o que temos de melhor, pois como dizia José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza...GENTILEZA GERA GENTILEZA.
Encontrei um blog em homenagem a esse grande homem, o http://www.profetadegentileza.blogspot.com/ e traz um pouco da história dele, que posto aqui p/ vcs... (O texto é de Leonardo Boff)

No dia 17 de dezembro de 1961 ocorreu um fenomenal incêndio do Circo Norte-americano em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, vitimando cerca de 500 pessoas. Tal fato, como nos tempos bíblicos, serviu de estopim para o surgimento de um profeta, o Profeta Gentileza que no dia 11 de abril celebraria, se vivo fosse, 90 anos. José Datrino era seu nome, caminhoneiro do bairro Guadalupe no Rio de Janeiro. Seis dias após, véspera do Natal, por volta da 13 horas, enquanto descarregava um caminhão, confessou ter ouvido por três vezes uma mensagem divina: deveria abandonar os três caminhões, casa, terrenos e família e ir logo para ao local do incêndio "para ser o consolador de todos os que perderam seus entes queridos". Tomou um dos caminhões, carregou-o com duas pipas de vinho de cem litros e foi a Nitéroi para cumprir sua missão. Distribuíu vinho em copinhos de plástico sob uma condição: que todos pedissem "por gentileza" e não "por favor" e que dissessem "agradecido" em vez de "muito obrigado". Aqui está a essência de sua mensagem, "gentileza" e "agradecido".

Passa a vestir-se com uma bata branca cheia de apliques, com um bastão, um longo estandarte com suas mensagens, encimado por flores para lembrar o jardim do Eden e cataventos para arejar as mentes, como dizia. Instalou-se no local do incêndio, aplainou-o, transformando-o num jardim florido. Dormia no caminhão. Por quatro anos consolou a todos que iam ao local chorar de seus mortos dizendo-lhes: "o corpo está morto mas o espírito deles está em Deus".

Depois de quatro anos, percorreu o pais, o nordeste e o norte, pregando "Gentileza" e "Agradecido". Por fim fixou-se no Rio percorrendo a cidade com seu evangelho da gentileza, como um Dom Quixote bizarro mas que conquistou a simpatia de todos, cantado por músicos e artistas, até morrer em 1996 em Mirandópolis, São Paulo. Foram 35 anos de coerente missão profética. Esta figura nos sugere algumas reflexões.

O Profeta Gentileza nos confirma o fato religioso que não se inscreve no âmbito da razão analítica mas da inteligência emocional onde ocorre "o sentimento oceânico" como dizia o romancista Romain Roland se contrapondo a Freud. No Profeta Gentileza aparece uma mística trinitária, rara na história cristã, do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele sempre acrescenta uma quarto elemento feminino, a natureza ou Maria. C.G. Jung mostrou que o 3 e o 4 não devem ser vistos como números mas como arquétipos: o 3 de uma totalidade para dentro e o 4 de uma totalidade para fora. Eles dizem a Trindade cristã em si (o 3) e o Reino da Trindade que incluiu a criação(o 4).

Como todo profeta, Gentileza denuncia e anuncia. Denuncia este mundo, regido "pelo capeta capital que vende tudo e destrói tudo". Vê no circo destruido uma metáfora do circomundo que também será destruido. Mas anuncia a "gentileza que é o remédio para todos os males". Deus é "Gentileza porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador". Um refrão sempre volta, especialmente nas 56 pilastras com inscrições na entrada da rodoviária Novo Rio no Caju: "Gentileza gera gentileza, amor". Convida a todos a serem gentis e agradecidos. Na verdade, anuncia um antídoto à brutalidade de nosso sistema de relações. É precursor, sob a linguagem popular e religiosa, de um novo paradigma civilizatório urgente em toda a humanidade.

Por isso se alguém lhe oferecer algo de ruim, ofereça-lhe flores, seja gentil, não custa nada e vc ganha muito. Agradeça sempre por tudo o que a vida lhe oferecer e nunca se esqueça: GENTILEZA GERA GENTILEZA!



O vídeo de música "Gentileza" gravada por Marisa Monte em homenagem ao profeta

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Onda

A ONDA

» Direção: Dennis Gansel
» Roteiro: Todd Strasser (romance), Dennis Gansel (roteiro), Peter Thorwarth (roteiro)
» Gênero: Drama
» Origem: Alemanha
» Duração: 101 minutos
» Tipo: Longa-metragem

Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967

            O filme conta a história de um professor que tenta explicar na prática como Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder na Alemanha. A atividade faz parte da disciplina de Autocracia ministrada durante a semana especial escolar sobre os valores democráticos.
            Durante a semana, professor e alunos criam o movimento “A Onda”, com normas, logotipos, uniforme, saudação, trabalho coletivo e disciplina.  O movimento passa a ser conhecido por outros alunos que acabam aderindo a ele. Porém, a prática acaba tendo conseqüências fora da escola, como violência nas ruas, mudanças de comportamento, intolerância para com aqueles que não são do movimento.
            Duas alunas tentam mostrar aos colegas e professor o quão longe foi essa atividade prática, porém ninguém dá atenção até o momento em que ocorre uma briga que por pouco não acaba em tragédia.
            O professor então tenta fazer com que os alunos percebam que aquele caminho é errado, mas nem tudo acaba como se espera.
            O filme é interessante no sentido de como a figura do professor serve de exemplo aos alunos. Em sala de aula, é preciso ter cuidado com o que se fala e como se ensina, pois qualquer passo em falso pode levar à conseqüências muito graves tanto para o professor como para os alunos e à própria instituição. Além disso, o filme alerta os jovens que buscam transformações na sociedade, de que é preciso ter conhecimento, saber sobre o que e para que estão lutando e principalmente quais são suas verdadeiras  metas.

A Fita Branca

A FITA BRANCA

Gênero: Crime, Drama e Mistério
Duração: 144 min.
Origem: Austria, França, Alemanha e Itália
Estréia 12 de Fevereiro de 2010
Direção: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Distribuidora: Imovision
Censura:
Ano: 2009


O filme se passa em um vilarejo na Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial, que se transforma no cenário de uma série de crimes misteriosos, entre eles, tentativas de assassinato, mortes e espancamentos.
Além disso, questões como o Nazismo, a Guerra e a estrutura familiar no período também são impostas. A rígida educação é pontuada pelo regime patriarcal altamente autoritário e marcada pela punição e disciplina, que poderíamos relacionar aqui ao texto “Os Corpos Dóceis” de Foucault. A disciplina da época, totalmente diferente dos dias atuais, estava associada ao sofrimento, pois só dessa maneira as crianças aprenderiam, como por exemplo, o pai que amarra as mãos do filho para que este não se masturbasse, ato considerado um pecado mortal, e o pastor que batia nos filhos por estes terem chegado tarde e atrasado o jantar. O que para nós hoje é algo simples e normal, antigamente era considerado um desrespeito para com a família.
Outros assuntos tratados no filme são a violência sexual, pedofilia e o desrespeito para com a mulher.
Não é de se surpreender quando o professor da cidade começa a pensar que todos os crimes foram cometidos pelas crianças, uma vez que são vítimas de uma educação fortemente repressora, em que não tinham liberdade para nada.
Essa questão do autoritarismo da sociedade alemã gerou grandes sentimentos de indiferença, desprezo e crueldade no início do século XX. No início do filme, o professor que é também o narrador afirma que todos aqueles acontecimentos seriam de grande importância para compreender o que aconteceria na Alemanha algumas décadas mais tarde. Sinais disso, no filme, são as fitas brancas utilizadas no braço pelos filhos do pastor para que sempre se lembrassem de suas condições de pecadores, as quais só seriam retiradas quando o pai voltasse a confiar nos filhos novamente; e o desprezo pelo qual o filho da parteira, portador de síndrome de down é tratado pelas demais crianças. Na Alemanha, muitos deficientes foram mortos sob a justificativa de que era preciso exterminar todos os considerados “incapazes socialmente”.
O que torna o filme interessante é o fato de como aborda a disciplina, sempre muito rígida tanto em casa, como na escola. Os pais eram verdadeiros domadores de seus filhos, tornando-os assim cada vez mais frágeis e dóceis (Foucault). As crianças não tinham liberdade de expressão, uma vez que o poder pertencia somente aos adultos. Esse tipo de disciplina, rígida e opressora ocorreu durante muito tempo nos colégios e exércitos, tanto que tivemos aqui no Brasil, a ditadura, em que a população viveu momentos de puro terror.
Porém a disciplina continua existindo de forma mais amenizada. Nós, seres humanos vivemos em função do relógio, cumprimos regras e leis pra podermos viver bem em sociedade, isso torna claro que a disciplina sempre existiu e continua presente, o que mudou foi a maneira de conduzi-la.
O filme todo gravado em preto e branco, que chama a atenção pela fotografia e movimentos de câmera, conquistou o prêmio Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2009.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Como a gente se engana com as pessoas...


É incrível como a gente se engana com as pessoas....
A pessoa se mostra uma coisa e em um curto período de tempo ela já se transforma. Comecei a pensar em algumas coisas que vem acontecendo e percebi que pessoas que se dizem amigas, na verdade não se importam com o que isso significa.... A amizade p/ alguns é uma coisa sem importância e isso é realmente triste! Mas não adianta....não importa o quanto nos importamos, algumas pessoas simplesmente não se importam... Isso me deixa chateada, mas ao mesmo tempo me faz ter pena dessas pessoas, que na realidade são pobres de espírito....
Só um desabafo...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Believe in yourself...


Acreditar em sim mesmo...ando pensando muito nisso ultimamente, principalmente com as coisas que andam acontecendo. Se pararmos para pensar, precisamos realmente acreditar em nós mesmos para qualquer coisa, para ser um bom profissional, um bom ser humano, para termos relacionamentos saudáveis...para sermos felizes. Isso só depende de nós e de mais ninguém....!
Tenho um grande defeito e a consciência de que preciso melhorar...que é o fato de me cobrar demais! Como isso acontece com frequência, acabo esperando sempre que as pessoas dêem o melhor de si tbm e muitas vezes acabo me decepcionando por isso não acontecer. E a culpa disso tudo é minha e somente minha por esperar demais dos outros. Odeio ser assim perfeccionista...estou tentando melhorar, eu juro! rs
Bom esse post na verdade é apenas para deixar a mensagem de que cada ser humano deve acreditar em si mesmo. A partir do momento que ele deixar de se preocupar com o que os outros pensam, dizem ou fazem, ele com certeza será uma pessoa muito melhor e mais feliz. Como já dizia a música de Renato Russo:

"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem...
Ou que seus planos nunca vão dar certo...
Ou que vc nunca vai ser alguém.
Tem gente que machuca os outros...
Tem gente que não sabe amar...
Mas eu sei que um dia a gente aprender
Se vc tiver alguém
Em quem confiar...
Confie em si mesmo!!!
Quem acredita SEMPRE alcança!"

E p/ finalizar uma mensagem de Gandhi..

"Eu creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão"
Mahatma Gandhi

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Borboletas no Estômago...como é bom sentir isso!

Como é bom sentir aquela coisa gostosa que faz o coração bater mais forte e as famosas butterflies saltitarem de alegria. Um sentimento impossível de explicar...uma força que vem de lá de dentro que nos faz querer gritar aos 4 ventos o que estamos sentindo.
Gostar de alguém, se apaixonar, é complicado...mas ao mesmo tempo é muito bom!
É preciso correr riscos e nunca, jamais...desistir! Porque se tudo fosse fácil...não teria graça!
Amar alguém é agradar, é dar carinho, é se entregar, é um telefonema a qualquer hora do dia (de surpresa), é enviar torpedos, é abraçar, é beijar, é dormir junto, é ver a lua cheia e fazer um pedido, é assistir ao pôr-do-sol juntinho, é assistir um filme, é ver a pessoa descabelada e mesmo assim continuar achando-a a pessoa mais linda do mundo, é dar, é receber, é chorar, é sofrer junto, é apoiar, é confiar, é andar de mãos dadas, é amadurecer, é sentir saudades...enfim amar é tudo isso e muito mais!
Por isso se você gosta de alguém, diga hoje a essa pessoa o quanto ela é importante e especial para você, porque amanhã talvez possa ser muito tarde. Lembre-se sempre: se arrependa do que você fez e não do que deixou de fazer.
Se a sua vontade é gritar para todo mundo ouvir que vc ama alguém....GRITE....não fiquei com vergonha, não se preocupe com o que os outros vão pensar. Vergonha deve sentir essas pessoas que não têm capacidade de assumir que gostam de alguém. Esse é o sentimento mais lindo e puro que existe, não deixe passar essa oportunidade, porque amanhã poder ser tarde....muito tarde!

Não pensem que estou apaixonada, querendo gritar ao mundo o que estou sentindo...apenas tive vontade de escrever o que sempre sentimos quando nos apaixonamos. Acredito que esse não é o meu momento, não sei, acho que estou passando por um momento conturbado de emoções, ou talvez não saiba direito o que se passa no meu coração...é....já falei...que isso é uma coisa complicada né?? rsrs
Enfim, achei um texto do Veríssimo que acho que tem tudo a ver....então divido aqui com vcs...

Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um André ou um Alexandre na vida?
Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo $ não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta? Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida??? Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira!
Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não,mas vive sempre em busca da famosacara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade.
Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho.." eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o publico gosta e vibra com o "brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic" e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher"; existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo; quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pela qual você está apaixonado no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja; você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre"
Bem , preciso continuar?
Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto esta perdendo...."O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
(Luís Fernando Veríssimo)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Cor do Paraíso

A Cor do Paraíso

Título Original: Rang-e Khoda
Diretor: Majid Majidi
Gênero: Drama
Ano: 1999 (Irã)
Duração: 90 min
Elenco: Hossein Mahjoub, Mohsen Ramezani, Salime Feizi, Farahnaz Safari, Elham Sharifi, Behzad Rafi, Mohamad Rahmani, Morteza Fatemi, Kamal Mirkarimi, Masoome Zinati, Zahra Mizani, Ahmed Aminian, Moghadam Behboodi.


Um dos filmes mais comoventes que já assisti. Uma produção iraniana que faz qualquer ser humano repensar suas concepções em relação à vida. O filme narra a história de Mohammed, um garoto cego que vive em uma escola para deficientes visuais e que nas férias vai visitar suas irmãs e a avó. A figura da avó é fantástica, ela incentiva o garoto a crescer e a ser alguém na vida, acredita na capacidade dele. O fato de ele ser cego não é obstáculo, pelo contrário, ele vive como uma pessoa normal. O único “problema” que podemos destacar na vida do garoto é o fato de o pai não aceitar a deficiência do filho. Apesar de muitas vezes parecer que o pai se incomoda com o garoto, acredito que não seja esse o ponto principal, e sim a questão cultural, do preconceito das pessoas, da sociedade perante tal dificuldade. Mas vemos isso apenas nas ações do pai, pois os demais personagens querem estar perto do garoto e aprender com ele. Durante todo o filme, Mohammed procura sentir Deus em todas as coisas, na água, nas flores, na areia da praia, no canto dos passarinhos... Assim como ele lê através do método braille, ele tenta “ler” Deus da mesma maneira, tocando todas as coisas e sentindo cada detalhe. A figura do pai chega a provocar raiva no primeiro momento, mas depois é possível perceber que ele também sofre uma carência afetiva e que por esse motivo trata o filho daquela maneira. Não estou dizendo que o fato dele “maltratar” o filho é certo, mas é compreensível sua atitude. Na realidade ele tem medo que o filho sofra, e acaba tirando da vida de Mohammed coisas, momentos que fariam a diferença para ele. A fotografia do filme é simplesmente espetacular, além da exploração dos sons da natureza, para mostrar a vida, que em um filme hollywoodiano seriam apenas detalhes, que com certeza passariam despercebidos. Cada um dos momentos do filme carrega muitos significados.
Mohammed é a figura do ser humano que todos deveriam ser ou pelo menos tentar. Apesar de não enxergar, ele consegue ver as coisas belas e por incrível que pareça, simples da vida. Coisas que nós, pessoas “normais”, se é que posso chamar assim, não damos alguma importância. Depois que assisti o filme, foi colocada uma questão realmente para se pensar.... se nós fossemos cegos, como seria a nossa vida hoje? Parei para refletir e consigo enxergar que nada seria como é hoje, porque vivemos em uma sociedade extremamente preconceituosa e hipócrita, que não aceita aquele que é diferente, porém o que essas pessoas não se dão conta é de que esses diferentes são os que mais nos ensinam as coisas importantes da vida, que é o respeito ao próximo, à dificuldade do próximo, a aproveitar cada momento como se fosse o último, a tornar pequenas coisas em coisas gigantescas, a não se importar com problemas pequenos, pois se são pequenos, certamente serão solucionados rapidamente, enfim....essas pessoas nos ensinam a enxergar o milagre da vida, coisa que muita gente “normal” é incapaz de perceber! E que o paraíso pode estar ali, no meio desse mundo cheio de guerras e indiferenças, basta querer enxergá-lo.